17/02/2025

ROTA INTEGRAÇÃO DO SUL: CONCESSÃO PREVISTA PARA DEZEMBRO COM INVESTIMENTO DE R$ 9,5 BILHÕES

O certame para a concessão da Rota Integração do Sul, abrangendo trechos das BRs-116/158/392/290 no Rio Grande do Sul, está previsto para dezembro deste ano. De acordo com o Ministério dos Transportes, os estudos ainda estão em andamento, mas estima-se um investimento total de aproximadamente R$ 9,5 bilhões, sendo R$ 5,3 bilhões destinados a infraestrutura, equipamentos e tecnologia (Capex) e R$ 4,2 bilhões voltados para operações, como serviços de socorro médico e mecânico (Opex).

A concessão abrangerá um total de 674,1 quilômetros e, caso o cronograma seja cumprido, a assinatura do contrato deverá ocorrer entre maio e junho de 2026. A expectativa do Ministério dos Transportes é que a iniciativa impulsione o desenvolvimento regional, modernize a infraestrutura rodoviária e gere novas oportunidades de emprego. Além disso, a concessão visa melhorar a segurança nas estradas, reduzir o tempo de deslocamento e diminuir os custos logísticos para usuários e o setor produtivo.

Embora o trajeto definitivo ainda esteja em fase de estudo, a projeção inicial inclui municípios como Porto Alegre, Camaquã, Santana da Boa Vista, Santa Maria e Cruz Alta. O critério de escolha do vencedor do certame será baseado na menor tarifa a ser praticada. Atualmente, os trechos que serão leiloados não possuem praças de pedágio em operação, e a concessão prevê a adoção do sistema de livre passagem (free-flow), com cobrança eletrônica por meio de pórticos, eliminando a necessidade de cancelas e permitindo o pagamento proporcional à extensão percorrida. Segundo o Ministério dos Transportes, essa solução melhora a fluidez do tráfego, reduz congestionamentos e diminui a emissão de poluentes.

Paulo Menzel, presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura, considera a Rota Integração do Sul uma iniciativa positiva para o estado, mas não a vê como prioridade. Para ele, antes desse empreendimento, seria essencial garantir que todos os municípios gaúchos tenham acesso asfáltico adequado, além da manutenção da malha viária existente e da recuperação dos impactos da catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul no ano passado. "São prioridades e estamos pensando em fazer uma coisa nova. Precisamos entender que a logística é uma rede de conexão de pessoas e cargas, e estamos longe disso", enfatiza.

Sobre o custo do pedágio da nova concessão, Menzel destaca que a concorrência no leilão será determinante para a definição das tarifas. Ele também menciona que há uma preocupação dos usuários quanto a valores elevados, tomando como exemplo o Polo Rodoviário de Pelotas, administrado pela Ecosul, que frequentemente recebe críticas devido às altas tarifas. Esse polo, com 457,3 quilômetros de extensão, inclui as BRs-116 e 392, abrangendo cidades como Camaquã, Pelotas, Jaguarão e Rio Grande. A concessão atual desse trecho se encerrará em março de 2026, e o Ministério dos Transportes afirmou que já está priorizando os estudos para o novo leilão, com a publicação da carteira de certames prevista para 2026.

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Jornal do Comércio

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