E É SÓ NOTÍCIA BOA! O MobiCaxias, atendendo ao convite do vice-governador do Estado, Sr. Gabriel Souza, esteve presente na Reunião da Câmara Temática de Infraestrutura RS, realizada nesta quarta-feira (2/4), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A participação reforçou o compromisso da entidade com o desenvolvimento logístico da Serra Gaúcha e do Rio Grande do Sul.
O MobiCaxias foi representado por seu Conselho Diretor e sua Câmara Temática de Infraestrutura, com a presença do presidente Rodrigo Postiglione, do vice-presidente Jaime Marchetti, do diretor-executivo Rogério Rodrigues, do coordenador de infraestrutura Paulo Menzel e do diretor do BRDE, Rafael Wojtowicz.
O encontro, conduzido pelo vice-governador e presidente do Conselho do Plano Rio Grande, Gabriel Souza, reuniu representantes do governo federal, do setor produtivo e de órgãos reguladores para debater a grave situação da malha ferroviária gaúcha. Na ocasião, a comitiva teve a oportunidade de externar sua preocupação com a situação atual da malha Serrana e Campos de Cima, além de apresentar as alternativas desenvolvidas e apoiadas pela Mobilização Regional. Entre os destaques, estiveram o Projeto Terminal Rodoferroviário de Vacaria, bem como sua relevante contribuição para os estratégicos projetos do Aeroporto Regional da Serra e do Porto Meridional, em Arroio do Sal.
Atualmente, a Malha Sul é operada sob concessão federal pela empresa Rumo Logística. A ferrovia enfrenta décadas de sucateamento e falta de investimentos, comprometendo o escoamento da produção agroindustrial e elevando os custos logísticos do Estado. O tema tem sido pauta recorrente nas manifestações da mobilização.
QUEDA NO TRANSPORTE FERROVIÁRIO E IMPACTOS ECONÔMICOS
Dados apresentados durante a reunião revelaram uma queda de 50% na quantidade de cargas transportadas pela ferrovia desde 2006. Esse cenário afeta diretamente a competitividade do setor produtivo gaúcho, especialmente o agronegócio, que depende de modais eficientes para escoar a safra até o Porto de Rio Grande e outros portos.
Um estudo encomendado pelo governo estadual, por meio da Portos RS, apontou que, com investimentos na revitalização da ferrovia, o custo do frete poderia ser reduzido em pelo menos 22%. No entanto, atualmente, apenas 921 quilômetros da malha ferroviária estão operando, número que se tornou ainda menor após os danos causados pelas enchentes do último ano, agravando o isolamento ferroviário do Rio Grande do Sul do restante do país.
Gabriel Souza enfatizou que a velocidade média dos trens na região é de apenas 12 km/h, tornando o transporte ferroviário pouco atrativo e ineficiente. “Décadas de concessão sem modernização resultaram em locomotivas e trilhos obsoletos. Hoje, o Rio Grande do Sul tem um dos sistemas ferroviários mais lentos do país, com rotas limitadas e incerteza nos prazos de entrega. Precisamos de soluções urgentes para reverter esse cenário”, afirmou o vice-governador.
A concessão da Malha Sul, gerida pela Rumo Logística desde 1997, está prevista para vigorar até 2027, mas o governo estadual e entidades do setor produtivo defendem que as melhorias não podem esperar até o fim do contrato.
MEDIDAS E SOLUÇÕES PARA O FUTURO
O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, participou remotamente da reunião e informou que o governo federal está articulando com a concessionária a devolução de trechos afetados. Segundo ele, a intenção é permitir que novos projetos de revitalização sejam implementados.
O coordenador regional de Fiscalização Ferroviária da ANTT, Felipe Ferreira, revelou que a agência já aplicou mais de 600 autos de infração à concessionária, sendo mais de 300 referentes à Malha Sul. “Sabemos que a ferrovia no Rio Grande do Sul precisa de mais atenção, e isso está sendo cobrado. Há estudos para redirecionar os trechos ferroviários que não estão sendo utilizados pela concessionária”, explicou.
ENCHENTE DE 2024 AGRAVA AINDA MAIS A CONDIÇÃO PRECÁRIA DA MALHA FERROVIÁRIA NO RS
A malha ferroviária do Rio Grande do Sul já enfrentava décadas de falta de investimentos e baixa competitividade. No entanto, o cenário se agravou com as enchentes de 2024, que deixaram 759 quilômetros de trilhos inoperantes, quase metade da extensão que estava em funcionamento antes da calamidade. Além disso, o Estado perdeu a conexão férrea com o restante do país, interrompendo o transporte de líquidos como etanol e demais combustíveis.
O estudo encomendado pelo governo estadual apontou que houve uma redução de quase 50% na movimentação de cargas nas ferrovias gaúchas nos últimos 18 anos. O cenário de deterioração das estruturas desse modal de transporte foi agravado pela enchente de maio do ano passado.
Essa foi a tônica da reunião entre o governo do Estado e o Conselho do Plano Rio Grande. O vice-governador Gabriel Souza coordenou os trabalhos e apresentou o relatório sobre a situação das ferrovias gaúchas.
RESGATE DA MOBILIZAÇÃO REGIONAL EM BRASÍLIA
Em âmbito nacional, foi formada em novembro de 2024 uma comissão de estudos sobre a malha ferroviária, composta por integrantes do Ministério dos Transportes e da concessionária Rumo Logística.
Nesta semana, o Ministério dos Transportes convocou a Rumo para uma reunião sobre os projetos de reestruturação da malha ferroviária gaúcha. A expectativa é obter uma resposta sobre a viabilização da recuperação dos trechos gaúchos.
Na Malha Sul, a única interligação com Santa Catarina está interrompida há 11 meses. Além do impacto turístico, a paralisação prejudica o transporte de cargas, especialmente metais e combustíveis. Segundo o governo do Estado, 60% do etanol comercializado no RS é transportado por ferrovias.
SITUAÇÃO ATUAL DOS TRECHOS FERROVIÁRIOS
Trechos afetados e condições de uso:
Vacaria até Roca Sales: Única ligação com Santa Catarina. Trecho degradado, afetando o transporte de etanol.
Roca Sales a Garibaldi: Sem condições de uso devido a deslizamentos e perda da base dos trilhos.
Roca Sales a Canoas: Passou por reforma e uma viagem teste ocorreu no ano passado.
Canoas a Santa Maria: Muito usado para transporte de combustíveis, mas três pontes caíram, impossibilitando o uso.
Cruz Alta a Santa Maria: Em condições de uso.
Santa Maria ao Porto de Rio Grande: Sem prejuízos; pode ser utilizado para exportação de grãos.
Extensão da malha ferroviária no RS:
Total: 3,8 mil km
Concedidos à Rumo Logística: 1,8 mil km
Em operação antes das enchentes: 921 km
Danos causados pelas enchentes: 759 km
Na última segunda-feira, o secretário executivo do Ministério dos Transportes determinou que a Rumo deverá ser convocada para debater a proposta dentro de 15 dias. A expectativa é obter uma resposta definitiva da concessionária para viabilizar a recuperação do trecho, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do Estado e da Serra Gaúcha.
A reunião conduzida pelo vice-governador teve como foco a Apresentação do Panorama da Malha Ferroviária do Rio Grande do Sul e contou com a presença da comitiva Mobilização Regional, das lideranças regionais e dos representantes das entidades parceiras e mantenedoras do MobiCaxias, que seguem comprometidos com um Rio Grande do Sul mais competitivo e conectado, os dados e informações monitorados pelo Grupo de Trabalho Acesso Ferroviário da nossa câmara de infraestrutura Mobicaxias segue à disposição FERROVIAS RS.
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